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Você Sabia? #2


A esgrima é um esporte que tem como objetivo tocar o adversário com uma lâmina e tentar não ser tocado por ele. Ganha o confronto quem conseguir pontuar mais. Existem três armas: o florete, o sabre e a espada. Se diferem nos formatos das lâminas, no funcionamento e nas regiões do corpo onde o toque é válido.

O florete é a arma mais popular e muito usada por atletas que estão iniciando a carreira no esporte. A lâmina é bem flexível e pode dobrar-se em um toque contra o oponente, para evitar lesões. O comprimento delas é aproximadamente 89 cm; possuem pontas chatas por motivos de segurança, e compõe um sistema elétrico que possibilita a detecção automática dos toques. Para um toque ser identificado pela ferramenta, o adversário tem que executar uma força de pelo menos cinco newtons. Nessa arma, um toque bem-sucedido deve ser colocado no torso do oponente com a ponta da arma.

Essa arma demanda uma precisão maior nos toques, porque são válidos toques apenas no tronco. A parte do florete que protege a mão é um pouco menor do que as demais, pois são proibidos os toques na mão. No uniforme, o colete que é utilizado é metálico, para conseguir diferenciar a região válida e a não-válida.

Nessa arma existe o “direito de passagem”, quem inicia o ataque tem preferência de conseguir o ponto se ocorrer toque simultâneo, mas se errar o ataque ou se o oponente conseguir se defender, a vantagem passa para o adversário. Se efetuar toques juntos, nenhum dos dois competidores pontua. (Confira AQUI)

Já o sabre é a mais leve, com aproximadamente 500g de peso. Das três, é a arma mais curta, com no máximo 88 cm de comprimento de lâmina e 105 cm de comprimento total. É a lâmina mais flexível das três, um pouco curvada, de um fio só e que tem origem na cavalaria ocidental e oriental. Vale atingir o oponente com a ponta ou com o corte. Diferentemente da anterior, a região válida de ataque é da cintura para cima, abrangendo os braços e cabeça e excluindo as mãos. No sabre também pode acontecer o “direito de passagem”. As lutas e o tempo de cada ponto são um pouco mais rápidos do que das outras disciplinas. (Confira AQUI)

Diferentemente das anteriores, na espada não existe o “direito de passagem”, portanto se houver toque simultâneo, ambos os competidores ganham um ponto. Quando acontece um empate, os atletas descansam por poucos minutos e depois a partida continua. Só os toques de ponta são válidos. Distinguindo se das anteriores, nesta arma todo o corpo é válido e, portanto, não há o uso de coletes. É mais pesada, mas também possibilita um maior alcance para o esgrimista. (Confira AQUI)

Independente da escolha da arma, o atleta precisa usar um uniforme e uma máscara. A roupa deve ser feita em material muito resistente, para poder proteger o competidor. Além disso, o nome do atleta e a abreviação do país são mostrados a traz do uniforme. A máscara é feita por fios de aço para manter a segurança do rosto e da cabeça. O pescoço é protegido por uma Barbela, um tecido acolchoado. As luvas são feitas pelo mesmo tecido e cobrem metade do antebraço do esgrimista. É por meio dela que passa o fio-de-corpo que faz a ligação entre a espada e a ferramenta que auxilia na marcação dos pontos.

Por Ana Carolina Gama


  • 13 de agosto de 2015